Piódão
Março 19, 2007 at 10:04 am | In Viagens em Portugal | Leave a CommentEscondida entre a Serra do Açor e a Serra da Estrela encontramos Piodão, uma aldeia de
casas altas, construidas em xisto, pedra tÃpica da região, já visÃvel nos caminhos tortuosos que cruzamos para chegar até lá. As portas são todas azuis, cor que contrasta bem com a pedra, as janelas também são azuis e todas com cortinas brancas por dentro, percebe-se o cuidado que os moradores têm com a sua pequena aldeia, mas não se sabe ao certo o porquê do azul, há várias teorias inclusive uma bem simplista que diz que, devido à grande dificuldade de acesso a aldeia, um dia chegou até lá uma lata de tinta azul e teve de ser com essa mesmo que pintaram suas portas e janelas. Contrastando com todo o resto uma igreja. Branca e com torres de formatos pouco comum tem destaque quando olhamos da aldeia de longe.
Em 1978 Piódão foi considerado imóvel de interesse público e a partir de então passou a ser melhor preservada, mas só depois quando a aldeia passou a fazer parte da Rota de Aldeias Históricas de Portugal todas as casas feitas em cimento tiveram de ser recobertas de xisto e ter o seu telhado coberto por lousa.
Ao chegarmos encontramos logo bancas com vendas de artesanato, a sua maioria também em xisto afinal de contas, como já foi dito, é um material de fácil acesso nesta região. Mas também têm mantas, sapatos de lã, licor, entre outras coisas.
Quem quiser saber mais clique aqui, aqui e aqui.
Minhas dicas para quem visita Piodão:
- Leve dinheiro, não há caixas de bancos para retirar dinheiro e, pelo que vimos, pouquÃssimos lugares por lá aceitam cartão
- Se forem passar um final de semana, aproveitem para ficar na Pousada da Inatel, que foi construida de acordo com a decoração da aldeia, mas é muito confortável
- Ir com calçado confortável e disposto a fazer exercÃcios já que, para conhecer a aldeia, tem de subir e descer muitos degrais.
- Faça uma parada no Mirante da Aldeia do Avô, tem uma vista linda.
Mais fotos no Flickr
Curiosidade: Portugal tem muita lousa (aquela mesma dos quadros de giz das escolas) em seu território e exporta quase 90% da sua produção. A lousa, além de fazer os quadros de giz é também muito usada para as mesas de bilhar porque é a única rocha capaz de ter uma superfÃcie completamente lisa. Na França vários telhados dos palácios antigos eram feitos em lousa, mas sua ”mina” de lousa foi fechada pelo governo como patrimônio cultural do paÃs e, desde então, eles importam lousa de Portugal.
Sabugal, Sortelha e Belmonte
Março 17, 2007 at 9:26 pm | In Viagens em Portugal | 1 CommentAproveitamos um dos dias do feriadão para irmos conhecer um pouco mais das terras de Cabral, isso ao pé da letra mesmo afinal fomos a Belmonte, aldeia natal de Pedro Alvares Cabral.
Começamos a viagem por Sabugal, que é uma aldeia histórica muito bem conservadinha, com um castelo lindo, ao menos por fora já que ficamos a espera de abrir um tempão e nada, acabamos seguindo viagem porque ainda tÃnhamos mais pela frente! Umas fotos:
Depois de lá, fomos a Sortelha, uma outra aldeia histórica, essa bem menor, com pouquÃssimos habitantes, toda em pedra, dentro de muralhas, muito linda! Como sempre, com um castelo ao alto também muito interessante e bem antigo. Lá podemos ver também mulheres a fazer cestas de palha pelos cantos da aldeia, além de vendas de artesanato e velharias. Gostei muito de ter conhecido.
Por fim chegamos a Belmonte, aldeia onde nasceu Pedro Alvares Cabral. Acho que todo brasileiro devia ir lá porque mostra bem o encontro dos dois paÃses. Cabral foi filho de Fernão Cabral, alcaide-mor de Belmonte e o rei deu a eles o castelo que foi transformado em habitação para a famÃlia Cabral. Logo ao lado tem uma igreja muito bonitinha, toda em pedra onde foi batizado Pedro Alvares Cabral e todos em Belmonte naquela época. Tem também o panteon (ou panteão como se diz em Portugal) com o túmulo de membros da famÃlia dele e o dele próprio.
A aldeia, além disso, tem 3 ou 4 museus, entre eles um sobre o rio Zêzere, o maior de Portugal, outro sobre os judeus e ainda um sobre o azeite já que um dos sÃmbolos da cidade é uma prensa de azeite. Estão terminando mais um museu, que será no antigo Solar dos Cabrais (outra residencia da famÃlia Cabral) sobre os descobrimentos. Vale mesmo a pena ir lá!
Miramar e Parque La Salette (Oliveira de Azeméis)
Março 17, 2007 at 9:24 pm | In Viagens em Portugal | Leave a Comment
Esta era a vista da minha janela no sábado de manhã… Foi realmente desanimador, mas resolvemos sair assim mesmo… Pegamos uma chuva de granizo no caminho mas depois o sol se abriu mais e mais a medida que Ãamos para norte e o passeio que não prometia nada acabou por ser maravilhoso, fomos seguindo pelas praias, desde Espinho até Gaia, quando entramos pelas margens do Rio Douro para pegar uma das pontes para o Porto e a pista estava alagada. Isso mesmo, o rio Douro transbordou com tanta chuva e tanto a ribeira de Gaia quanto a do Porto estão assim, cheias de água. Ainda consegui fotografar Gaia, mas no Porto foi impossÃvel, se as ruas lá já são atrofiadas e pequenas, imagina com aquela parte cortada ao trânsito! Passamos horas em engarrafamentos mas foi compensado com uma ótima Francesinha no Capa Negra no Campo Alegre, hummmm…
No passeio descobrimos, em Miramar, uma capela no mar, em cima de umas pedras, quando a maré está alta que deve ficar mesmo dentro do mar, linda, aà vão as fotos para vocês verem:
No domingo, com sol lá fora, aproveitamos para passear no parque La Salette e tirar mais algumas fotos, mas o tempo virou já perto da hora de irmos embora e o que estava sendo um final de semana agradável de outono, já anuncia o inverno de verdade com ventos fortes e frios e a falta de sol.
As fotos do parque:
Pedras Parideiras e Outras Aventuras
Março 17, 2007 at 9:22 pm | In Viagens em Portugal | Leave a CommentUsamos bem o tempo que temos, já que fomos dar alguns passeios interessantes por estes dias. O primeiro foi a Serra da Freita para vermos as famosas Pedras Parideiras, um fenômeno geológico raro, mas que acontece nesse lugar. Uma rocha que dá origem a outras pedras menores, daà o nome de Pedras Parideiras… Lembrando que ontem foi o dia da mentira na Espanha, para os que pensam que eu ando a querer engana-los por este motivo cliquem aqui e aqui para tirar a prova.
Na quarta pegamos o carro novamente e rumamos para os lados de Arouca, mas quase não estivemos na cidade, só o tempo de pegar o mapa para chegarmos à s aldeias históricas e pé na tábua rumo à aventura. A primeira paragem foi no museu dos Trilobites que são organismos conhecidos apenas como fósseis mas que viveram em toda a era paleozóica e povoavam os ambiêntes oceânicos. Tudo isso seria bastante interessante se o museu estivesse aberto. HavÃamos sido informados de que estava aberto a visitação até as 17:30, mas ao chegarmos lá, bem antes dessa hora, estava tudo fechado. Não fomos os únicos a voltar da porta, havia um outro casal de visitantes que também não pôde ver a atração. Uma pena…
De lá seguimos em estradas tortuosas até Alvarenga, conhecida pelo “bife de Alvarenga”, mas não experimentamos porque a noite já nos esperava um jantar de aniversário que não podÃamos perder.
Alvarenga é bonitinha, mas não era bem uma aldeia histórica como querÃamos ter visto, mas valeu a visita. Voltando para casa e não muito contentes com nossas visitas resolvemos entrar por uma estradinha com uma placa escrita “Paradinha”. A estrada em si já era uma aventura já que era bem estreita, de terra e muito tortuosa, seguindo um abismo em um dos lados. O sol, já a querer sumir no horizonte nos tirava a visão em muitos pontos o que fazia com que a estrada ficasse ainda mais perigosa… Cheguei stressada ao local! Um miradouro para uma aldeia e um rio lá em baixo muito lindo.
Voltamos a casa a tempo de nos arrumarmos mara o jantar de aniversário de uma grande amiga que fechou nossa quarta-feira com chave de ouro! Foi muito bom!!!!
Vamos às fotos:
Castelo da Feira
Março 17, 2007 at 9:21 pm | In Viagens em Portugal | Leave a CommentComo o assunto ontem foi sobre Santa Maria da Feira, aproveito para mostrar que aquela terra não tem só a Festa das Fogaceiras, há também um castelo muito lindo que eu adoro visitar e, claro, levei a Ana lá para conhecer. Mas a Feira tem também festivais de cinema luso-brasileiro, feira medieval… Mas vou falando nisso no seu devido tempo, por enquanto vou ficar pelo castelo mesmo.
O Castelo da Feira tem sua origem no século X, ou seja, mesmo antes da constituição de Portugal. romanos, visigódos e árabes deixaram suas marcas por este castelo que foi recentemente restaurado e aberto novamente ao publico com novidades. Quem quiser saber mais sobre o castelo, incluindo história, clica aqui.
Eu vou me limitar a postar as fotos lá tiradas – que não são muitas – já que nesse site tem a história muito melhor explicada do que eu poderia contar para vocês, não é mesmo? E vamos à s fotos!
Mosteiro da Batalha
Março 17, 2007 at 9:19 pm | In Viagens em Portugal | Leave a CommentMais um dos passeios que fizemos enquanto a Aninha estava por aqui foi ao Mosteiro da Batalha (ou Convento de Santa Maria da Vitória) que foi mandando edificar por D. João I, mestre de Avis e primeiro rei da dinastia de Avis, como agradecimento pela vitória na Batalha de Aljubarrota.
Não é a primeira vez que eu vou a este monumento que é patrimônio cultural da humanidade, mas sempre que vou me encanto com a sua beleza e detalhes na sua construção. Desta vez fomos em um dia que variava entre o sol e o nublado e dentro da igreja percebia-se a variação pelas luzes coloridas que vinha dos vitrais, lindo! Vale a pena a visita.
Ha uma parte no mosteiro que ficou inacabada: o panteão de D. Duarte, ou mais conhecida como as capelas imperfeitas que são espetaculares, penso que é a parte mais trabalhada de todo o mosteiro, com muitos detalhes nas paredes e portadas e o túmulo de D. João II e D. Leonor que representa os dois de mãos dadas, muito lindo.
Serra da Estrela
Fevereiro 12, 2007 at 11:12 am | In Viagens em Portugal | 4 CommentsEstava aqui pensando sobre qual viagem escrever primeiro, pensei, pensei e pronto, decidi: Serra da Estrela. Por que? Porque foi a última e a última esta sempre mais fresca na memória e tras sempre um gostinho na boca da comida que experimentamos, um cheirinho à s coisas que vimos…
Mas para não me alongar em filosofias, vamos à Serra da Estrela:
A Serra da Estrela é a maior elevação em Portugal Continental, sim porque para quem não sabe, portugal se constitui daquele pequeno pedaço da Europa e mais algumas ilhas sendo elas a Ilha da Madeira e os Açores, um arquipélago. Mas voltando à Serra, ela tem 1993 metros de altitude e perde apenas para o Pico, nos Açores em altitude na República Portuguêsa.
Aqui, apesar de frio, não chega a nevar em todo o paÃs, salvo algumas excessões como aconteceu no ano passado e nesse ano em Lisboa, mas geralmente neva apenas em algumas regiões do norte e nas Serras, principalmente na Serra da Estrela, então, esse é o destino preferido no inverno, para quem gosta de esportes da época fria.
Desde que mudei para cá vou lá todos os anos, além da neve a serra tem outras coisas que encantam: a paisagem linda com e sem neve, o queijo que é maravilhoso, os cães da serra da estrela, uma espécie que só existe lá e são maravilhosos e mansinhos, o museu do pão em Seia e ainda se pode comer muito bem por aqueles lados.
Esse ano, pela primeira vez encontrei uma Serra da estrela quase sem neve, o que eu nunca tinha visto nessa época do ano… Foi uma pena porque subimos mesmo à procura da fofura branquinha da neve. Mas não desanimamos e acabamos por ver algumas outras coisas bem interessantes como a lagoa comprida e a paisagem sem neve.
Serra da Estrela em 2006:
Como da pra perceber, quase sem neve, mas vou ficar devendo para vocês as fotos da Serra em anos anteriores porque o CD com as fotos está emprestado, mas prometo atualizar isso assim que os tiver de volta, ok?!
Na ida resolvemos conhecer algum lugar que ficasse pelo caminho, para aproveitar a viagem para aqueles lados, e optamos por Linhares da Beira, que eu já conhecia, mas não o restante do grupo. Foi uma ótima escolha porque é uma terra linda, muito conhecida pela prática de parapente e porque eu pude conhecer o castelo por dentro, coisa que não consegui fazer na primeira vez que lá fui porque estava fechado.
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